Até onde pude experimentar, sei que cada pessoa possui um efeito em nossa personalidade. Umas mais do que outras, é verdade, depende do tamanho da abertura que lhes dedicamos e da intimidade que lhes permitimos assumir.
Talvez as pessoas deixem de acreditar na gratuidade do ser humano cedo demais por ter más experiências, e por isso esquecem que a sinceridade, o gesto e o cuidado com as palavras são essenciais para as relações humanas. Deixe-as livres como devem ser, para que transitem por sua vida sem interferir nas suas convicções. E tudo bem se um dia alguém lhe convencer a mudá-las; mas é que parece que sempre que presencio uma má experiência, tenho vontade de testar exatamente o oposto da próxima vez e jogar tudo o que se assemelha àquela tentativa pro espaço.
Acho que era isso que um magro mas grande amigo tentava me ensinar, e só agora posso perceber. A maleabilidade da vida, a transcendência dos homens as suas experiências (e também sua transparência diante das mesmas). Mas à parte de toda a flexibilidade de pensamento e comportamento, a importância da força de suas convicções, que não se deixam moldar pelo acaso, pela ocasião ou pelos desejos que governam sua paz.
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